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< VOLTAR 10/07/2017

VOTO: CMN fixa a meta para a inflação em 4,25 para 2019 e em 4,00 para 2020

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a Resolução 4.582, que fixou a meta para a inflação em 4,25% para 2019 e em 4,00% para 2020, com margem de tolerância de um e meio ponto percentual para mais ou para menos.

O Decreto nº 9.083, de 28 de junho de 2017, aperfeiçoou o sistema por meio da extensão para dois anos e meio do horizonte de fixação da meta para a inflação e seu intervalo de tolerância. Esse novo horizonte será válido a partir deste ano em diante e permite uma maior separação entre a definição da meta para a inflação e a condução da política monetária. Com isso, amplia-se a capacidade de a política monetária balizar as expectativas de inflação para prazos mais longos, o que reduz incertezas e melhora a capacidade de planejamento das famílias, empresas e governo.

A perspectiva da inflação foi beneficiada pelo redirecionamento da política econômica e a adoção de reformas e ajustes que, combinado com a condução da política monetária, permitiram reancorar as expectativas de inflação.

Os avanços na evolução da inflação têm sido consideráveis. Do pico de 10,7% no início de 2016, a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já recuou 7,1 p.p, chegando a 3,6% em maio último (menor patamar desde junho de 2007). As expectativas coletadas pela pesquisa Focus, conduzida pelo Banco Central, apontam para inflação inferior a 4,5% para horizontes mais longos, para os quais não há meta estabelecida. Portanto, o contexto atual constitui uma oportunidade para fixar a meta para a inflação em valores inferiores a 4,5%.

Passados dezoito anos de implantação, o sistema de metas se consolidou e ganhou maturidade que permite avançar na obtenção de taxas de inflação mais baixas de forma consolidada. Esse processo, entretanto, deve ser conduzido de forma gradual e consistente, de forma a minimizar riscos e ser sustentável ao longo do tempo. A fixação das metas para a inflação em 4,25% para 2019 e em 4,00% para 2020, com margem de tolerância de um e meio ponto percentual para mais ou para menos, é um passo nessa direção. 

 

Fonte:Banco Central do Brasil.

Henrique Meirelles, em foto de arquivo.

(Foto: Antônio Cruz)